Pelo quarto mês consecutivo, em São Luís, houve, conforme o IPCA do IBGE, desaceleração no aumento de preços ao consumidor, isto é, a variação percentual de preços no mês foi inferior ao mês imediatamente anterior.
Enquanto em junho/26, a inflação de São Luís foi de 0, 43%, em julho/26, 0,13%. Movimento análogo, quatro meses de desaceleração na alta de preços ao consumidor, foi observado no caso do IPCA do Brasil, média das 16 regiões em que o IBGE faz levantamento de preços ao consumidor.
No Brasil, enquanto em junho/26, a inflação foi de 0,16%, em julho/26, diminuiu para 0,07%. Em São Luís, no transcurso de junho/26 para julho/26, a taxa do IPCA recuou 0,30 p.p.. No Brasil, 0,09 p.
]A capital maranhense pelo quinto mês consecutivo teve taxa de inflação mensal superior à média do país.
A taxa de inflação de São Luís do mês de julho/26, 0,13%, foi a menor desde o início do ano de
2026.
Das dezesseis regiões de pesquisa onde o IBGE faz levantamento de preços ao consumidor, em nove delas houve comportamento inflacionário, e, em duas, os preços não variaram entre junho e julho, 0,0%, como foram os casos dos municípios de Campo Grande e Goiânia. Em cinco regiões de pesquisa houve recuo de preços ao consumidor.
Onde ocorreu alta de preços ao consumidor, maior taxa foi observada na capital do Acre, Rio Branco, 0,32%, seguida da região metropolitana (RM) do Rio de Janeiro (0,30%).
São Luís foi a quinta região de pesquisa com mais elevado IPCA no mês de julho/26.
Dentre as cinco regiões de pesquisa com quadro deflacionário, maior queda de preços foi detectada na RM de Belém, -0,45%.
No mês anterior, em junho/26, deflação foi detectada em três de regiões de pesquisa do IBGE.
Com essa taxa de inflação do mês de julho/26, que foi de 0,13%, São Luís, dentre as 16 regiões de pesquisa do IBGE para levantamento de preços ao consumidor, continuou, assim como aconteceu no mês anterior, a ter a maior inflação acumulada no ano, agora, de janeiro a julho, 4,51%.
Com isso, a inflação da capital maranhense ultrapassou o teto da meta inflacionária indicada pelas autoridades monetárias do País, que é de 4,50%.
Das dezesseis regiões de pesquisa do IBGE, em nove delas a taxa do IPCA acumulada no ano está acima da média do Brasil, que é de 3,44%.
A menor taxa de inflação acumulada no ano de 2026 foi registrada na RM de Curitiba (2,62%).
Enquanto o IPCA de São Luís acumulado no ano de 2026 aumentou 0,14 p.p. entre junho e julho, no Brasil, média das dezesseis de pesquisa, o aumento foi de 0,08 p.p..
Pelo quinto mês consecutivo, o IPCA de São Luís apresenta movimento crescente de alta acumulada em 12 meses.
Saiu de uma taxa acumulada em doze meses fechada em junho/26 de 4,72% para uma taxa de 4,87%, em julho/26: variação a mais de 0,15 p.p.
Com esse movimento, a capital maranhense continua ultrapassando o teto da meta inflacionária estabelecido pelas autoridades monetárias brasileiras, que trabalha com nível máximo de 4,50% de inflação acumulada em 12 meses.
Esse aumento de 0,15 p.p. foi inferior, de todo modo, ao aumento ocorrido na passagem de 12 meses acumulados entre maio/26 e junho/26: 0,23 p.p.
No cálculo de 12 meses acumulados, em São Luís, saiu uma taxa de deflação mensal de -0,02%, em julho/25, entrando uma taxa de inflação mensal de 0,13%, em julho/26.
No Brasil, média das 16 regiões de pesquisa do IBGE, ao contrário do que vem ocorrendo na capital maranhense, nos dois últimos meses, a curva da taxa de inflação acumulada em 12 meses está em sentido descendente: 12 meses acumulados fechados em maio/26 era de 4,72%, acima do teto da meta de inflação, passando em junho/26 para 4,64% e, agora, em julho, para 4,44%.
No caso do Brasil, no acumulado em 12 meses, saiu uma taxa mensal de 0,26%, em julho/25, e entrou no cálculo uma taxa mensal de 0,07%, em julho/26.
Depois de dois meses consecutivos em que a inflação acumulada em 12 meses estava acima de 4,50%, voltou a ficar abaixo desse patamar, que é o buscado pelas autoridades monetárias brasileiras como forma de manter os preços ao
consumidor aceitáveis.
Dos nove grupos de despesa de que é composto o IPCA, no caso de São Luís, no mês de julho/26, em cinco houve quadro inflacionário, sendo que saúde e cuidados pessoas (1,20%; 0,17 p.p. de impacto) e transportes (0,48%; 0,09 p.p. de impacto) foram aqueles com maior força para causar aumento de preços ao consumidor em São Luís no primeiro mês do segundo semestre do ano.
O grupo de despesa artigos de residência teve a segunda maior taxa de inflação no mês de julho/26 e junto com o grupo despesas pessoais, com uma taxa de inflação menor (0,33%), tiveram mesmo impacto para provocar quadro inflacionário em São Luís: 0,03 p.p.
Fonte – Blog do Glaucio Ericeira